terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A história do nosso apê!

Oieeeeeee!!!
Atenção! Post longo!

Eu prometi contar a história do nosso apê e até agora nada, né? Como promessa é dívida, senta que lá vem história! Até pensei em dividir o post, mas o legal é contar a história toda de uma vez só.

Aqui em S.J.Campos, um número grande de imobiliárias se juntaram e formaram um rede única, na qual todas tem acesso à todos os imóveis. Isso facilitou muito, porque eu pude visitar vários imóveis de imobiliárias diferentes com uma corretora só. E foi com ela que visitei praticamente todos os imóveis que vi, mas senti falta da pró-atividade dela em buscar imóveis perto do perfil que queríamos. Todos que visitamos foram selecionados por mim no site, ela não nos indicava nada.

Um dia, cansada de não estar nem chegando perto de algum que nos atendesse e, aproveitando que a corretora precisou tirar uma licença, comecei a fuçar na net e achei um site de uma imobiliária grande e que não fazia parte da rede. Selecionei alguns e entrei em contato para saber detalhes e marcar as visitas.

Assim que bati o olho na corretora gostei. Senti uma energia boa e que ela não perderia a oportunidade de vender, exatamente o que eu queria: alguém que tentasse de todas as formas achar O nosso apartamento. Visitamos os que eu tinha selecionado e conversamos bastante, expliquei tudo o que eu gostaria de encontrar e ela me sugeriu alguns outros, mas como teria feriado (12/10) aquela semana, as visitas seriam marcadas para a semana seguinte.

Eu aproveitei o feriado e destrinchei o site da imobiliária todo, procurando todos os tipos de apartamento nos bairros que considerávamos. Até que lá estava ele: metragem boa, preço abaixo do mercado, aceita financiamento, 2 vagas de garagem, área de lazer boa, no bairro aonde o Pedro trabalha. Só achei o condomínio meio carinho.

Na segunda (15/10), liguei para a corretora e pedi mais informações. O apartamento estava alugado, mas como o proprietário está indo morar fora do país ele preferiu não renovar o contrato de aluguel e vender, por isso o preço atrativo. O condomínio mais alto era justificado pelo fato de ser uma torre pequena (32 apartamentos) e uma estrutura de condomínio grande: portaria 24hs, piscina, sauna, sala de ginástica, salão de festas, essas coisas.

Eu queria visitar o mais rápido possível, pois de duas, uma: ou eu não iria gostar e partiria para outra, ou ele seria o eleito e eu dava por encerrada as buscas, pois mesmo com os gastos da reforma, ele ainda sairia mais barato que o preço de mercado. E foi aí, que as dificuldades começaram.

A inquilina não queria, de jeito nenhum, que visitassem o apê. Dificultou ao máximo a marcação da visita, não atendia telefone, desligava o celular. A cada 2 dias, a corretora me ligava super sem graça, dizendo que não estava conseguindo, mas que o proprietário confirmava a intenção de vender e avisou que o contrato dela iria até dia 12/12. Ou seja, tudo indicava que eu só ia conseguir ver em dezembro!!! Pedi o endereço para o Pedro passar em frente ao prédio. Descobrimos que era pertinho do trabalho dele, dava para ir a pé! Pelo google maps, conseguimos ver a estrutura do prédio e ficamos com mais vontade ainda de visitar!

Aí, tive a ideia de procurar na rede imobiliária se havia algum outro apartamento daquele prédio à venda e descobri um bem mais caro. Marquei com a corretora antiga (20/11) e fui visitar, morrendo de ansiedade para saber se a planta iria nos atender. E super atendia! Agora faltava visitar o que queríamos, saber o tamanho da reforma que seria necessária.

Nesse mesmo dia, a corretora me ligou dizendo que finalmente conseguiu marcar com a inquilina, para o sábado (24/11). Chegamos um pouco mais cedo e ficamos esperando a corretora, estacionados perto da portaria. De repente, uma cabeça em cima do muro me chamou, perguntando se era eu que iria visitar um apartamento. Falei que iria ver o n° 52 e ela disse que era com ela mesma. Pediu para irmos vendo que ela precisava sair. Ao entrarmos na portaria, ela comentou que não deixa corretor entrar. Achamos esquisito, mas fomos.

Durante a subida do elevador, ela começou a falar que o prédio estava cheio de problemas na estrutura, que ela estava com problemas de infiltração e que, por isso ela não quis comprar o apartamento, que estava entrando na justiça contra o prédio. Quando entramos no apê, ela não nos deixou olhar muito, mas fez questão de mostrar todos os defeitos, inclusive uma conta de condomínio altíssima. 

Ao irmos embora, encontramos com a corretora que foi barrada na portaria. Explicamos que o apartamento está bem judiado,  percebe-se a falta de zelo dos moradores, mas nada fora do que prevíamos para reforma. Só ficamos um pouco intrigados com os tais problemas estruturais. A corretora pediu para o porteiro o telefone da síndica para apurar e entraria em contato com a gente.

O Pedro se lembrou que a irmã de um colega de trabalho dele tem apartamento naquele prédio e, pediu o telefone dela para tirarmos essas dúvidas. Descobrimos que não havia problema estrutural nenhum. O único problema era em relação aos revestimentos originais, pois a construtora utilizou rejunte de baixa qualidade e, depois de alguns anos, alguns azulejos começaram a se soltar. Como vamos trocar tudo, não seria um problema para nós.

Nesse momento, ficou claro para nós que a inquilina não estava disposta a sair do apartamento e queria ganhar tempo. Afinal, sem compradores, o contrato de aluguel poderia, talvez, ser renovado.

Na segunda (26/11 - niver de casamento!) a corretora me ligou, dizendo que passou mais de uma hora no telefone com a sub-síndica, ela explicou que não havia problema nenhum, que a inquilina era problemática e nos convidou para uma reunião à noite, junto com a sindíca, para tirarmos todas as nossas dúvidas. E lá fomos nós.

Foi um conversa de mais de 2 horas. Elas nos contaram toda a história do prédio, nos mostraram todas as contas, deram o cnpj para consultarmos na justiça e, o mais importante, nos contou a história da inquilina.

Ela havia sido colocada para fora de casa pelo marido (morava no 7° andar) e o prédio inteiro se comoveu. A sub-sindica sabia que o apartamento 52 estava vazio e pediu para o dono alugar por um tempo para ela, por um preço camarada, e os outros moradores se juntaram e deram móveis, cestas básica. Passado um tempinho, descobriram que o ex-marido terminou o casamento pelo ciúme doentio dela. Ela gritava da janela quando o ex-marido recebia visita, xingava a namorada dele, chegou a colocar banana no escapamento do carro dela. Era um fuzuê doido, perturbava o prédio todo! O ex-marido não aguentou e se mudou.

Passado um tempinho, um morador do segundo andar soube que o apartamento estava à venda e quis comprá-lo. Ele iria fazer uma reforma de qualquer jeito, mas aproveitaria a oportunidade de subir para um andar mais alto. Pois bem, quando a inquilina soube, armou um escândalo no prédio, interfonou para o morador e avisou que não sairia de lá, pois o contrato de aluguel ainda estava vigente. A confusão foi tamanha, que o morador desistiu e reformou o apartamento dele mesmo. O proprietário já estava ficando doido, pois por mais que ele anunciasse, ela dificultava ao máximo impedindo as visitas e, os interessados acabavam desistindo.

E é aí, que eu acredito que Deus estava guardando esse apartamento para gente. Passei um ano inteirinho procurando e, só descobrimos esse perto do contrato dela ser encerrado, o que a obriga a deixar o imóvel. Inclusive, a sub-síndica já havia percebido que, aos poucos, a inquilina estava retirando caixas do apartamento, que ela queria mudar de forma discreta.

Depois dessa reunião, nos sentimos mais seguros da nossa decisão. Formalizamos a nossa proposta ao proprietário e, ele aceitou. A inquilina pediu até 16/01 para sair e marcou a vistoria com a imobiliária para entrega do apartamento dia 18/01. Nós não criamos caso, afinal, é melhor ela sair de boa do que entrarmos com pedido de despejo, seria uma demora e dor de cabeça desnecessária.

Ufa!!! Não dizem que, quanto mais difícil, mais prazeroso no final? Sem obstáculos não teria tanta graça, né?! Aos poucos, vamos nos encaminhando para o final feliz!

Alguém aí, também teve dificuldades para conquistar a lar doce lar?
Beijosssss

13 comentários:

  1. Oi Babi, que cansativo heim, mas foi como disse, sem obstáculo não teria graça alguma!
    Parabéns pela nova casinha.
    Bjus

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    1. Oi Ca! está sendo uma batalha, mas estamos nos saindo bem!
      Obrigada, linda!
      beijossss

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  2. Fico muito feliz por vcs!
    Também acho muito legal morar perto do trabalho! É qualidade de vida!
    Tudo de bom pra vcs nessa nova etapa!
    :*

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    1. Ah, Thaís, obrigada!
      O Pedro vai trabalhar a pé e vamos, mais pra frente, trocar nossos 2 carros por um só!
      Qualidade de vida e economia!
      Beijossss

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  3. Que novela! Mas ainda bem que deu tudo certo. Por isso é que eu sempre penso que não adianta se estressar, o que é nosso está guardado.
    Beijos

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    1. Oi Kelly, também penso que o que é nosso está guardado sempre. As dificuldades existem para darmos mais valor às nossas conquistas!
      Beijossss

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  4. Putz Babi uma verdadeira novela!!
    Mas que bom que no final deu tdo certo.

    A compra do meu terreno tb foi bem complicada, esse que moramos tinha sido vendido, no final o comprador desistiu e conseguimos o que queríamos.
    Tb acho coisa de Deus !!

    beijos

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    1. Ai, Suzy! Graças a Deus está dando certo!
      Deus sabe exatamente a hora de tudo, a gente é que se apressa um pouco! hehehehe
      Beijossss

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  5. Amiga, que história hein.... coloca sal grosso quando entrar...rs
    Papai do céu realmente guardou pra vocês. E que sejam muito felizes viu?
    Beijosss

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    1. Certeza que vai rolar sal grosso e vou benzer a casa com arruda, para garantir que a reforma seja tranquila!
      Antes de mudar, vou jogar água benta e orar a casa toda!
      Beijosssss

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  6. Oi, Babi!

    Minha nossa, que mulherzinha problemática. Mas bem, antes de entrar, peça a um padre para rezar um terço e jogar água benta nesse apê todinho. Também jogue um pouco de sal grosso, como disse a Daiana, para tirar as más energias que essa mulher com certeza vai deixar.

    Depois caiam pra dentro e sejam felizes.

    Compramos nosso apê na planta e foi entregue com mais de 1 ano de atraso. Mas vamos entrar na Justiça pra rever esse preju. É bom demais morar no que é nosso!

    Beijos e sucesso!!!

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    1. Põe problemática, Sa!!!
      Vou fazer isso mesmo, para garantir que vamos ter uma reforma tranquila e para entrarmos com energias positivas!
      Imagino a sua dor de cabeça e a ansiedade durante esse 1 ano. Corre atrás dos seus direitos mesmo!
      Beijossss

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  7. Nossa, que história doida... Sempre tem umas criaturas assim pelo nosso caminho, rs... Mas fico feliz que tenha passado!! ;)

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