quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Como foi o meu blues puerperal...

Oláááá!!!

P.S 1: Desculpa a falta de posts na semana passada. Levei um tombaço que me deixou quietinha por uns dias!

P.S 2: Eu não se se perceberam, mas eu estou tentando fazer os posts em ordem cronológica, do que aconteceu nesses últimos 3 meses. Como eu posto, praticamente todos os dias no insta, estou usando as postagens antigas como referência, assim não deixo de contar nada por aqui. Já já, eu chego nos dias de hoje e, ficamos em "tempo real".


Eu sabia que viveria o blues puerperal e, preparei o marido para isso. Li muito sobre essa fase e, compartilhava com ele os depoimentos que via, para ele saber o que esperar e, mais importante, me entender e me ajudar! 

Eu só não sabia que, diferente da maioria, a minha "tristeza" estaria mais direcionada a mim, meu corpo, minha imagem no espelho, do que na maternidade em si. Claro que o cansaço e a privação de sono, desse primeiro mês, acabam amplificando essa melancolia e, porque não dizer, tristeza...

A primeira vez que me vi no espelho, pós parto, ainda na maternidade, foi um choque pra mim, pois não me reconheci. Eu ia tomar um banho e o marido estava me ajudando, por conta da minha queda de pressão. A imagem no espelho refletia um rosto extremamente cansado, apático, meio sem vida... Quando desci o olhar para meu corpo e, vi minha barriga, me bateu um desespero. Aquela pele flácida, inchada, meio roxa, um calombo no baixo ventre, do útero que ainda não havia contraído... me senti deformada, feia, morrendo de vergonha de estar nua na frente do marido.

O rosto, apesar do cansaço, eu conseguia disfarçar com uma maquiagem básica. Fazia um rabo de cavalo, colocava um brinco e, me sentia mais apresentável. Agora o corpo... No final da primeira semana, já havia perdido os quase 9kg, ganhos na gestação. Demorei para estacionar a balança no meu peso ideal, pois continuava emagrecendo, por conta da amamentação.


Já a barriga, o edema foi sumindo aos poucos, convivemos juntos por uns 2 meses! rsrs. Embora a barriga pareça retinha, é só tocar para perceber que a flacidez ainda continua, bem menos esquisita do que no começo, é verdade. Eu fui liberada para fazer exercícios após 90 dias do parto. Mas, enquanto não podia, quem me salvava era a cinta, que dava uma estruturada melhor. 

Chorei muito a cada olhada no espelho. Racionalmente, sabia que voltava ao normal, mas, emocionalmente, deu medo, vergonha. Impossível não pensar, se voltaria a usar um biquíni de novo, se o marido ainda iria me achar bonita... Isso sem contar o sangramento sem fim, o leite que vaza, o peito que dói... 

Quanto à maternidade, eu nunca pensei que não daria conta. Sabia que seria difícil, que não dormiria uma noite inteira tão cedo, que entraria num ciclo sem fim de 3 em 3h: trocar, mamar, arrotar, dormir! O que incomoda mesmo é a privação de sono! É de enlouquecer, o mau humor afeta tudo! Tem que ter muita paciência. Mas, no geral, estou bem feliz na maternagem! O mais difícil mesmo, foi a amamentação, que já contei o inicio nesse post, mas ainda falta contar como foi depois, que ela passou para o peito definitivamente! Assunto de um próximo post!


Minha sorte nesse período: ter um marido atencioso, compreensivo, companheiro, que tem sido meu porto seguro e me acalma nos momentos de crise, até hoje!


O que eu posso dizer para quem está no olho do furacão, é que o mantra da maternidade "vai passar!" é verdadeiro. A gente acha que não, mas o tempo realmente faz milagres. Claro que, estou falando só do blues, os casos de depressão, necessitam de ajuda especializada e, não é nenhuma vergonha assumir e buscar ajuda. Comigo, o sinal amarelo ficou aceso por um tempo...

E como foram o de vocês?!?!

Beijos

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Nosso Ensaio Newborn Diferente...

Oláááá!!!

Eu fiquei muito na dúvida se fazíamos o ensaio newborn, ou não. Ao mesmo tempo, que eu não queria deixar de registrar o momento, eu não queria só fotos "engraçadinhas" dela... Acho que enjoei um pouco de tanto que a gente vê por aí...

Foi então que uma seguidora do insta, me indicou a Janini Janeri, que tem uma proposta diferente, voltada para o natural, espontâneo, o estilo lifestyle. As fotos foram feitas aqui em casa, tendo o quarto dela e o nosso como cenários. Ela clicou um pouquinho da nossa interação com a Analu, logo pela manhã, quando acordamos.


  
O ensaio foi feito no segundo final de semana dela em casa, com 11 dias de vida. Só tinha 1 semana que estávamos na carreira solo, super cansados, então gostei bastante do resultado "natural" das fotos.
No blog da Janini tem mais fotos, para quem quiser ver um pouco mais...

Beijosssss

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Como Cuidamos das Cólicas da Analu

Oláááá!!!

Analu começou com os sintomas de cólicas ainda na maternidade, por conta da fórmula. Mas, antes de 15 dias de vida, os médicos classificam os sintomas apenas como gases. Para nós, pais, gases ou cólicas, não interessa o nome e sim, como minimizar os sintomas e aliviar as dores dos nossos babies.

As cólicas aparecem por conta da imaturidade do sistema gastrointestinal do bebê, algumas mais leves outras mais intensas, tem como "horário predileto" o final do dia/início da noite e, duram, em média, 1h. Elas surgem por volta dos 15 dias de vida e, desaparecem, magicamente, no 3º mês.

Crendices populares associam o aparecimento das cólicas a alimentação da mãe, por alguns tipos de alimentos, como leite de vaca e chocolate. O certo é que, não há nenhum alimento comprovado cientificamente como causador da cólica. Mas, alguns bebês, podem sim "sentir" uma pouco mais de dor, por conta de um tempero ou alimento. Nesse caso, se a mãe perceber isso, recomenda-se evitar a ingestão do mesmo até o bebê completar os 3 meses.

No caso da Analu, não percebi nenhum aumento ou piora de cólica por conta de algum alimento. Mantive minha alimentação normal, tomo leite de vaca todos os dias e como chocolate sempre que dá vontade. Não diminui, nem restringi temperos. A única diferença significativa foi a minha ingestão de água. Passei a beber muito mais, por conta da amamentação.

Antes da segunda consulta com a pediatra, nós cuidávamos das cólicas de forma progressiva. Nos episódios de reclamação sem choro, fazemos a ginástica com as perninhas, intercalando movimentos de bicicletinha, imitando pedaladas e, flexões até a barriga. Em seguida, embrulhávamos ela bem quentinha, colocávamos de bruços sobre um de nós e, ninava. Sling ajudava muito, nesses casos mais leves. Quando ela começava a chorar, acrescentávamos a bolsa com gel térmico na barriga. Na maioria das vezes, parávamos aí. Ela toda embrulhada e a bolsa na barriga, já acalmava e fazia efeito. 
Olha ela dormindo com a bolsa de gel térmico...
Nos casos de choros desesperados, dávamos o Colic Calm, um fitoterápico com propriedades calmantes para o sistema intestinal, muito famoso, que trouxemos dos EUA. Em casos raros, quando nenhuma das medidas faziam efeito, apelávamos para o banho quente. Aí, ou era de ofurô ou, era comigo! rsrs Uma única vez, precisei entrar no banho com ela com a finalidade de acalmá-la. Foram 30 minutos, amamentando e molhando ela com o chuveirinho.

Na segunda consulta com a pediatra, ela receitou o Colikids, um composto de lactobacilos que ajudam a fermentar o leite materno, auxiliando na digestão do mesmo e, aliviando os sintomas das cólicas. Posso dizer que, as 5 gotas diárias dele fizeram milagre aqui em casa. Tanto os episódios de cólicas, quanto a intensidade das mesmas diminuíram drasticamente. Analu parou de chorar, passou a só reclamar e, percebíamos que era cólica, porque se contorcia um pouco.
Muitas vezes, a bolsinha com o gel térmico bastava. Aliás, ela foi a melhor amiga da Lulu até as cólicas cessarem. Dormia todas as noites com ela na barriguinha. A nossa comprei na Alô Bebê, mas o saco de gel rompeu e precisei comprar um novo na farmácia. Fica a dica: nas farmácias vendem baratinho esse gel térmico e, se não tiver uma bolsinha para colocar, basta enrolar numa fralda de pano. Recomendo a de gel, por esquentar no micro-ondas e durar mais tempo quente que a de água. 1 minuto de micro-ondas e, eu só ia esquentar de novo na mamada da madrugada, às 4h...
Essa é a que usamos dentro da bolsinha de tecido...
Hoje, Analu está com 3 meses e 3 semanas e não tem mais cólicas! Ela parou de tomar o Colikids com 3 meses e 1 semana, quando acabou o frasco e não compramos mais. Eu trouxe 2 frascos de Colic Calm dos EUA e, ela só consumiu 1. Estou com o outro sobrando.

Espero que as dicas ajudem! Mas, só usem medicação de acordo com o pediatra, ok?!
Beijosssss

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Chegando em Casa da Maternidade...

Oláááá!!!

Assim que eu cheguei em casa, deixei Analu com minha sogra e, o Pedro foi me ajudar a deitar para dormir! Chorei um pouco com ele, num misto de alívio e estresse. Minha obstetra havia receitado tramal, para dores muito fortes. Tomei um e capotei! Foram as 3 horas mais bem dormidas desde o nascimento dela. Sem interrupções, sem barulho, na minha cama, com meu travesseiro.
Quando acordei, já estava de noite e, fui tentar amamentar. Meu leite jorrou!!! Coloquei o bico de silicone e, com muita paciência, posicionei a Analu. Devagarzinho, nós duas fomos nos entendendo e, ela sugou um pouco.Insisti por uns 30 minutos, até ela dar uma reclamada, Ofereci o complemento e tomou, deixando um pouco na mamadeira. Isso, para mim, foi uma vitória! Sinal de que conseguiu se alimentar um pouco com o meu leite. Mesmo a gente meio desajeitada ainda... Quando fomos dormir, deixei a mamadeira com a fórmula na cômoda dela, assim, quando fosse amamentar, era só colocar água quente da garrafa térmica...

No dia seguinte, tivemos a primeira consulta com a pediatra. Ela me incentivou a tentar a amamentação, mas me tranquilizou, dizendo que esse processo tem que ser bom para as duas partes e, se não conseguisse, não seria o fim do mundo. Nos orientou a dar a vacina BCG, explicou sobre as cólicas, orientou a quantidade de fórmula, quais fórmulas existem e, pediu para voltarmos dali 20 dias. Enfim, a primeira consulta é mais para a gente se conhecer e ter as primeiras orientações.

Primeiro passeio...
Ao chegarmos em casa, papai deu o primeiro banho sozinho! E, até hoje ele quem dá banho nela, na rotina do sono!
Dormindo...
No sábado, veio a consultora em amamentação. Contratei a Sarah da Mãe Me Care. Ela é enfermeira neonatal, muito experiente e paciente. Ficou aqui em casa 4h e, Analu só pegou meu seio no finalzinho... Foram 4h intercalando tentativas e aprendizados sobre os cuidados com um bebezinho! Nunca vou esquecer do que senti quando, finalmente, Analu conseguiu pegar o peito! Ela sugou pouco, por estar cansada, mas foi o suficiente para a gente se emocionar e saber, que dali para frente, era só uma questão de paciência, que ela mamaria no seio.

A partir daquele momento, Analu nunca mais tomou complemento e, se mostrou uma ótima bezerrinha! Na consulta seguinte com a pediatra, ela ganhou peso e cresceu um pouquinho, confirmando que o complemento realmente não seria mais necessário. Nesse dia, doei a lata da fórmula. As mamadas duram, em média, 40 minutos. No começo, ainda havia todo o ritual para preparar o seio e ela fazer a pega correta. Hoje, só colocar para fora que ela faz todo o serviço! rsrsrs

Não posso dizer, que depois disso tudo, amamentar foi um mar de rosas. Uma vez no peito, eu ainda iria conhecer as dores da amamentação e suas consequências. Mas, um obstáculo por vez e, nós havíamos vencido o primeiro! Uhulll!

Abaixo, as fotos do nosso primeiro final de semana em casa...
Beijosssss

P.S: Ainda não consigo fazer posts diários, mas me programei para postar segundas, quartas e sextas. Espero que entendam e estejam sempre por aqui! ;)

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Semana Mundial do Aleitamento Materno - Meus dias na Maternidade...

Oláááá!!!

Do dia 01 ao dia 07 de agosto é comemorada a Semana Mundial do Aleitamento Materno e, achei um bom motivo para contar como foi o processo de amamentação da Analu, desde o nascimento até os dias de hoje.

Nesse primeiro post, conto como foram os dias na maternidade e todo o meu calvário, nesse quesito. Mas ó, já adianto que tem final feliz, tá?!
Hoje nos entendemos super bem!
Escolhemos a maternidade pela estrutura e equipe neonatal, pois vimos que seria a melhor em proporcionar os cuidados à ela, caso desse algo errado. Graças a Deus, não foi preciso, pois Analu nasceu super saudável.

Meu único problema foi no que tange a amamentação. A maternidade tem a fama de incentivar o aleitamento materno, os pediatras neonatais são professores da Unicamp, o que reforça mais ainda essa fama. Porém, uma série de erros culminaram na Analu saindo da maternidade sem amamentar no seio e tomando fórmula, o que é contraditório com o que pregam.

Abaixo vou relatar só a parte da amamentação, ok?! Os cuidados com higiene e saúde, tanto comigo quanto com a Analu, foram ótimos! A hotelaria do hospital é exemplar e, as refeições eram oferecidas à mim e ao acompanhante. E, apesar dos problemas que irei relatar, essa maternidade continua sendo a minha escolha para o baby 2! Eu acredito que a situação foi um azar da minha parte, somado à minha inexperiência, além do lotamento da maternidade. Haviam mais pacientes, que leitos disponíveis, ocupando outros andares e sobrecarregando a equipe de enfermagem.

Dia 1 - Domingo, 24/04/16

Como falei no post anterior, eu subi para o quarto, logo após o parto, com muito sono. Analu chegou 30 minutos depois, dormindo e, não colocaram ela para mamar. Primeiro erro! Eu nem lembrei de pedir, mas também, não tinha obrigação nenhuma de lembrar. A equipe de enfermagem que deveria fazer isso. Analu dormiu, simplesmente, o dia todo!!! Quando questionei, me informaram que, todo bebê, quando nasce, tem uma reserva energética e, que por ela ser grande, a reserva era muito boa e, eu não deveria me preocupar. Além disso, ela fazia testes de glicemia a cada 6h (por ter nascido grande), e os índices estavam bons. Ela fez esses testes durante os 5 dias de internação!!! Não chorou em nenhum! #minhagarota

O único problema do dia mesmo, foi a minha queda brusca de pressão no banho, que contei no post passado. Minha médica passou, para ver como eu estava, e disse que a previsão de alta era na terça.

Dia 2 - Segunda, 25/04/16

Às 5h da manhã, uma técnica veio e perguntou se eu queria tentar amamentar. Claro que sim, né?! Expus meu seio e, ela viu que eu tinha o mamilo invertido. Peguei a Ana Luisa no colo e aproximei a boca dela, mas ela não mamou. A técnica mudou a posição dela, mas mesmo assim ela não pegou. Calçou uma luva, colocou o dedo mindinho na boca dela e, quando ela começava a sugar passava para o meu peito e, nada! Aí, ela falou que a culpa era do meu mamilo e que eu deveria usar um bico de silicone, que assim ela pegaria o seio. Segundo erro! Ela não tentou fazer a Analu pegar, não me ensinou a projetar o mamilo, nem em como eu deveria segurar o seio para facilitar. Simplesmente, mandou o Pedro ir à uma farmácia comprar o tal bico. E lá foi ele, de madrugada.

Quando ele chegou, a técnica posicionou o bico de silicone e, Analu deu algumas sugadas, poucas e bem desajeitadas, mas deu! Pronto! O problema era o meu mamilo mesmo, pensei eu! Na próxima, vai ser melhor ainda! Ledo engano! A cada 3h, alguém vinha nos lembrar de colocar ela para mamar. Eu posicionava o bico, pegava Analu e começava o nosso martírio! Ela não conseguia sugar do jeito que se espera, não conseguia abocanhar todo o bico. Ela e o seio não se encaixavam, sabem?! O problema é que agora ela estava com fome, então não tinha muita paciência e abria o maior berreiro. Foi a primeira vez, das mais de 1000 vezes, que ouvi: "Calma! Ela é grande, gosta de fartura!".

Agora, imagina. Eu ainda não tinha leite, apenas o colostro. Precisava do estímulo da sucção, para estimular a descida do leite, mas a bebê não conseguia sugar e, ao invés de me ajudarem a acalmá-la e me ensinar a tornar a pega mais fácil, ficavam repetindo que ela era impaciente, por ser grande e gostar de fartura, o que eu não tinha!!!

Assim seguiu o dia todo! Com exceção dos momentos que vinham buscá-la para fazer os testes de glicemia (ela ia e voltava dormindo), para fazer os exames com o pediatra e, quando vieram ensinar a dar banho.

O único médico que veio até o meu quarto, foi a minha obstetra, ver como estava os pontos, a medicação, essas coisas.


Dia 03 - Terça, 26/04/16

Acordei achando que no final do dia iria para casa!!! Passamos o dia na luta com a amamentação! A cada 3h, trocávamos a fralda e tentávamos fazer Analu mamar. Como todo RN, ela era muito sonolenta. Para conseguir acordá-la e fazer mamar, levávamos um bom tempo. Primeiro, ligávamos o ar condicionado, ela sugava um pouco e dormia de novo. Depois, tirávamos a roupa dela, aí que ela despertava mesmo! Tentava sugar, mas o bico escorregava, não conseguia prender ele na boquinha e, abria o berreiro! Lá vamos nós, escutar mais uma vez "ela é grande, gosta de fartura!". Essa frase virou piada entre a gente!!!
E nada do meu leite descer! Mas, o pouco que ela sugava de colostro, era o suficiente para manter a glicemia dela ok. Toda vez que buscavam ela, eu perguntava como tinha ido e as respostas eram sempre, que estava tudo ok, dentro do intervalo.

À tarde o pediatra de plantão passou, contou que foi ele que fez os exames pela manhã na Analu, que ela estava bem e, que deveríamos continuar insistindo na amamentação, que ele recomendou às técnicas, para me ajudarem sempre. Ok! Entendemos que estava tudo indo dentro da normalidade!

No final do dia minha médica veio. Perguntei se eu teria alta, ela disse que sim, na manhã seguinte, mas que eu não deveria me preocupar, que ficaríamos no mesmo quarto. Oi?!?!? Não entendi! Descobri, por ela, que Analu não teria alta, por ainda não estar pegando firme o seio. Fiquei triste! Poxa, ninguém veio falar com a gente sobre isso. Minha médica não era responsável pela Analu, não era ela que deveria me informar isso. Mas, respirei fundo e aceitei, afinal, eu queria mesmo sair de lá com ela firme no peito certinho.

De noite, veio a pediatra que fez os primeiros cuidados na Analu, quando ela nasceu. Me explicou, que ela ainda não estava se alimentando muito bem, começou a perder peso e, que teríamos que complementar com a fórmula. Eu entendi e aceitei, afinal ela se alimentar era o mais importante! Mas, gostaria que fosse dado no copinho ou na seringa. Aí, ela me disse que lá não faziam isso, que era na chuquinha (terceiro erro!), mas que poderíamos tentar a translactação, na qual o bebê mama a fórmula por uma sonda fixada no meu seio (ele se alimenta achando que está mamando no peito). Aceitei a segunda opção. Na minha cabeça era muito claro que, se ela pegasse mamadeira, já era! Não pegaria meu peito de jeito nenhum!

Dia 04 - Quarta, 27/04/16

Pior madrugada de todas! Na verdade, começou às 23h da terça. Iniciei a preparação para a amamentação, mas a Analu estava impaciente. Chorava muito, gritos absurdos, não conseguia pegar o seio de jeito nenhum. E eu, um caco! Comecei a chorar! A técnica foi chamar a enfermeira chefe. A moça veio, apenas me olhou e saiu dizendo que iria ligar para a pediatra. Voltou pouco depois, me oferecendo a opção da translactação. Trouxeram o aparato e, na hora de colocar a sonda em mim, colocaram por dentro do bico de silicone. Questionei, pois não era assim que eu tinha lido. Mas, a técnica falou que era assim mesmo. A enfermeira só ficava olhando a técnica, meio perdida. A impressão que tivemos dela é que não sabia o que fazer. Podemos estar enganados, mas parecia que ela era uma recém-formada crua ainda, que a técnica era a que tinha conhecimento mesmo, sabe?!

Toda preparada, lá fomos nós, posicionar Analu. Foi o maior berreiro! A técnica empurrava o rostinho dela contra o meu peito e, ela ficava mais nervosa ainda! Óbvio! Aí, a técnica pegou ela do meu colo. achei que era para acalmar, mas, simplesmente, enfiou a chuquinha na boca dela. Gente do céu! Quis morrer nessa hora! Eu já chorava de soluçar e, ver minha filha na mamadeira, assim de qualquer jeito, doeu na alma! Ela sugava com tanta vontade que engasgou! A técnica nem parou e me perguntou se eu queria dar no lugar dela. Fiquei lá, assistindo minha filha mamar no colo de uma estranha...

Ela mamou tudo e, claro, capotou depois! Chorou horrores e ainda "comeu" fórmula, que é bem mais pesada que leite materno, era de se esperar, né?! Para a técnica e a enfermeira, a solução havia sido encontrada! Analu estava com fome, não pegou meu peito, porque ela é grande e gosta de fartura e, eu não oferecia isso para ela! Nunca vou me esquecer dessa madrugada, ela pode até cicatrizar, mas a mágoa de como tudo foi conduzido, ainda está aqui e, só de relembrar e escrever isso, me veem lágrimas nos olhos!

Perto de amanhecer, chegou a hora de amamentar de novo. Dessa vez, a técnica veio antes dela despertar, me preparou e, colocamos Analu para mamar. Ela conseguiu um pouco, eu senti meu peito sendo sugado, mas não durou muito, ela reclamou e a técnica pegou a chuca. Falei que eu dava! Que se era para ser assim, que eu faria.

Quando ela foi embora, comecei a pesquisar consultoria em aleitamento. Lembrei que minha obstetra tinha me indicado uma, durante uma consulta de rotina, quando contei, que tinha medo da Analu não amamentar por conta do mamilo invertido. Mandei um zapzap explicando tudo o que tinha acontecido, ela me ligou, conversamos muito, me orientou como proceder e, 6h30 da manhã, já estava com uma consulta agendada, assim que tivesse alta.

Ainda pela manhã, antes da próxima mamada, vieram buscá-la para os exames. Eu ouvia o berreiro dela do nosso quarto, quando entrou uma psicóloga. Pediu pro Pedro sair e começou a conversar, querendo saber como eu estava lidando com a situação, se eu havia me preparado para ter filho, essas coisas. Descobri, que a enfermeira relatou meu "choro descontrolado" da madrugada e, que eu poderia estar instável! Legal, né?! Falei que as coisas poderiam ser mais tranquilas, se tivessem mais paciência, não desistissem rápido, se os pediatras viesse falar com a gente direito e entrasse em detalhes. Até aquele momento, eu não sabia nem o tipo sanguíneo da Analu, apesar de ter perguntado todos os dias!!! Disse que queria ir embora, que estava me estressando muito ali.

Ela se foi, Analu voltou e com ela uma obstetra e a enfermeira chefe do turno. A obstetra me informou que a minha médica tinha me dado alta e que, a partir daquele momento eu deixava de ser paciente para ser acompanhante da Analu. Basicamente não muda muita coisa, apenas que não receberia mais a medicação via hospital, mas que continuaríamos no mesmo quarto.

A enfermeira veio me explicar o que foi feito com a Analu e, que a amamentação continuaria sendo assistida, dessa vez com mais cuidado. Perguntei quando ela teria alta e a resposta foi evasiva. Perguntou se eu queria amamentar ela e, diante da minha resposta afirmativa, disse que a natureza tem seu ritmo, que meu leite não havia descido e que Analu não estava firme no peito. Para bom entendedor, meia palavra basta, certo?! Ela não teria alta tão cedo!!!

À tarde, veio uma enfermeira especialista em amamentação da uti neonatal. Um verdadeiro anjo! Pela primeira vez, alguém com muita calma e paciência veio me ajudar a amamentar. Ela ficou quase 1h comigo e Analu conseguiu sugar o meu peito com a ajuda do bico de silicone. Ainda não tinha leite, mas ela mamou colostro o suficiente para não aceitar a complementação. Fiquei super feliz! Vi ali uma esperança de que conseguiria amamentar. Nesse atendimento, começamos a ordenhar meus seios, para estimular e oferecer o que saísse para Analu, antes de oferecer a fórmula. Ela trouxe uma bomba elétrica, mas era do tipo profissional e doeu demais! Não consegui tirar muita coisa, mas guardamos mesmo assim.

Infelizmente, essa foi a única vez que ela "cuidou" da gente. A troca de turno aconteceu logo depois.

A orientação dos pediatras era para chamar alguém toda vez que fosse amamentar. Como eu não era mais paciente, percebemos que ficávamos no final da fila, quando apertávamos a campainha. E, as técnicas que vinham no nosso quarto, já sabendo do que se tratava, ficavam ali mais me vigiando do que me ajudando. Elas chegavam com 2 chucas, uma com meu leite ordenhado e outra com a fórmula. esperavam eu pelejar com a Analu no peito. Quando ela não mamava mais, lá ia eu dar a chuca com o meu colostro e depois, a fórmula. Quando todo esse processo acabava, eu ia ordenhar manualmente. Não me ensinaram esse processo da forma correta (terceiro erro!), não conseguia volume fazendo sozinha. Então, elas faziam e, eu sofri demais com a força que usavam. Eu me senti verdadeiramente como uma vaca! Engolia os gemidos e o choro e, deixava! Eu tentava abstrair a dor, rezando para ter forças e suportar. Só pensava que aquilo era o melhor para a Analu, ela teria meus anticorpos.

Quando a ordenha terminava, sobrava pouquíssimo tempo para eu descansar, menos de 1h depois, já deveria começar todo a saga de novo.

A noite foi muito difícil. Marido e eu estávamos exaustos, tanto fisicamente, quanto emocionalmente. Eu ainda tinha a dor e os cuidados do pós-parto, que ficaram em último plano.
Só assim, com ela no colo, eu conseguia descansar...
Dia 05 - Quinta, 29/04/16

Durante a madrugada, Analu começou a berrar e se contorcer toda. Dava para ver que ela estava com dor. Eram gases (não chamam de cólica antes dos 15 primeiros dias). Durante o dia, ela teve alguns episódios leves, nos ensinaram a fazer ginástica com as perninhas e massagem no abdome. Tentamos fazer o mesmo dessa vez, mas ela não sossegava. Chamamos a técnica, que levou ela para a enfermeira. Logo em seguida, ela volta com uma chuca, que a enfermeira falou que era fome. Falamos que não era, tinha pouco tempo que ela havia mamado, que ela estava se contorcendo... Mas não sabemos de nada, somos inexperientes. Analu mamou a chuca! Sei que fez isso pelo acalanto, para se acalmar, mas, para a enfermeira, era fome e mais um atestado de que não sabíamos ainda reconhecer o choro dela.
Após um tempo dessa mamada forçada, o choro piorou e as dores também. Tava na cara que, o organismo dela não aceitou bem a fórmula. Dessa vez, não chamamos ninguém, ficamos nós dois ali, fazendo o possível para ela se acalmar, até que dormiu aconchegada no colo do Pedro. Nesse momento, nós dois concordamos que iríamos embora dali, assim que clareasse. Não queria nem saber, eu assinaria qualquer documento, mas não passávamos mais uma noite ali. O estresse estava me consumindo! Eu só queria minha casa, nós 3 sozinhos, sem interferência alguma, para nos entendermos. Precisávamos de espaço e tempo e, ali não estávamos tendo nenhum dos 2!

Amanheceu, tomei meu café e, tive a sorte da Analu ser a primeira nos exames diários. Assim que a enfermeira chegou, falei super firme para ela avisar ao pediatra que iríamos embora, que ela tinha consulta, no dia seguinte, com a pediatra que escolhemos e que não iríamos perde-la. Comecei a arrumar nossas malas decidida. Uma técnica veio e me ordenhou! Último sofrimento, pensei!

Passou um tempo Analu voltou. Perguntei como foi e a técnica disse que a pediatra viria falar comigo, mas que ela teria alta sim. Ufa! Respirei aliviada. Quando a pediatra veio, explicou todos os exames que foram feitos no hospital, as vacinas que ela havia tomado, como ter acesso ao exame do pezinho, deu a receita da fórmula e orientações, quanto aos cuidados de higiene e amamentação. Depois, veio a enfermeira chefe do dia, a mesma que sinalizou que eu não teria alta tão cedo. Ela começou falando que já que eu queria a alta, que eu deveria seguir algumas orientações. Começou a explicar desde a troca de fralda, a esterilizar mamadeira, como dar banho e coisas do tipo. Ouvíamos quietinhos, doidos para ela terminar logo e partiu casa! rsrsrs
Pronta para ir para casa!

Assim que ela saiu, Pedro foi na farmácia comprar a fórmula, enquanto eu amamentava. Eu não queria sair sem a fórmula com medo de que desse algo errado na estrada e ela ficasse com fome. Neurose de mãe. Que delícia foi sair dali. No caminho, entrei em contato com a consultora e agendamos para o sábado pela manhã. Ela era a minha última esperança de conseguir amamentar e, eu devia tentar. Encarei o custo como um item do enxoval.

Chegar em casa foi um alívio e muito especial! Mas, eu conto no próximo post!
Beijosssss

terça-feira, 26 de julho de 2016

Analu Nasceu!!! Meu Relato de Parto

Oláááá!!!

Tem, alguém ainda por aqui?! Rsrsrs Pouco mais de 3 meses depois, consegui finalmente me adaptar à nova vida de mãe e me organizar para vir atualizar o blog! 

Confesso, que pensei muito se continuava com o blog ou não, já que postar no insta acaba sendo mais fácil e dinâmico. Além disso, a interação por lá é muito maior do que por aqui, então acaba dando uma certa "preguiça" de postar no blog, pois não sei se o conteúdo aqui está sendo tão aproveitado quanto lá! Mas, resolvi dar mais uma chance e vir contar tudo o que aconteceu nesses 3 meses. Então, se preparem, que virão muitos e muitos posts!

Então, vamos começar de onde paramos! Faltou contar da última consulta do pré-natal, na qual todos os nossos planos foram mudados...


A consulta da 40ª semana aconteceu 4 dias antes (20/04) do parto. Analisando exames anteriores, percebemos que Analu estava ganhando peso muito rápido, em torno de 500g por semana e o perímetro cefálico dela era alto, mostrando que minha bebê era cabeçudinha! rsrsrs. A médica explicou que estávamos diante de uma quadro de macrossomia (quando o bebê é grande) e, que o parto normal, nessas condições, é mais trabalhoso e, diante do meu biotipo, era provável que necessitaria de alguns recursos, o que não correspondia ao meu ideal de parto, nem faziam parte dos meus planos.

Durante os exames clínicos, autorizei o toque e constatamos que, apesar de encaixada, o colo do útero continuava bem fechado e sem nenhuma dilatação. Sai da consulta com a decisão de que só esperaríamos até a 41° semana (26/04). Primeira vez que, consideramos a possibilidade do PC, já que ela não dava sinais nenhum de que sairia do forninho. Dava pra ver no semblante da médica, o quanto ela também ficou pensativa, meio decepcionada em me expor essa opção. Foi a consulta mais demorada e densa que tivemos.

No sábado (23/04), fiz o cardiotoco e pedi uma nova ultra para saber o peso e, vi que ela ganhou mais do que esperávamos desde a última, 4 dias antes. Com esse resultado e, sabendo que o peso estimado é, na maioria das vezes, subestimado, passei o resto do dia pensativa. O prazo para ela nascer vencia dali 3 dias. Nenhum sinal dela querer sair e continuaria engordando.

Tarde da noite, conversando com minha médica, ela me explicou os recursos que poderia ter que usar caso o PN não fosse tranquilo, baseado em todas as medidas dela e no meu biotipo (sucção, fórceps, deslocamento do ombrinho dela). Fora ter que induzir, caso ela não desse os sinais. Preferi a cesárea a pagar pra ver, se entraria em TP e, se o PN seria tranquilo ou não. Decidimos então, marcar para a manhã do dia seguinte. Ela avisou o hospital da cesárea de emergência e, eu fui dormir, faltando algumas horas para o momento mais lindo das nossas vidas, rezando para ter tomado a decisão certa...

O Dia Mais Feliz de Nossas Vidas...

Eram 6h30 da manhã, de um domingo lindo! Apesar do sorriso e da expectativa, o medo do parto se fazia presente. Última foto do barrigão, a caminho da maternidade. 

A internação foi rápida, já que a maternidade sabia da minha ida. No quarto, fiz a coleta sanguínea para testes rápidos, tomei um banho e fui pro centro cirúrgico. Minha médica pediu para todo mundo sair e, veio conversar comigo, perguntou se eu estava segura, se eu queria esperar até terça, que se eu quisesse, a gente parava tudo. Falou que, ela também estava pensativa, mas tinha que se basear nos ensinamentos e na experiência médica. Falei que confiava no julgamento dela e, queria uma cicatriz linda e pequena! rsrsrs

A anestesista começou os procedimentos e, logo todo a equipe estava na sala, inclusive o marido. Do preparo até o final, a cirurgia correu tudo bem. Conversamos e rimos todo o tempo. A anestesista ia me contando tudo o que estava acontecendo, desde a colocação do campo cirúrgico, passando pelo corte, até a última sutura. 

Quando abriram o útero, já percebemos que nossa escolha pelo PC foi certa. Só de líquido amniótico, aspirou-se 1 litro e, a placenta pesou 1 kg. Começaram a tirar a Analu e, percebi que mexiam demais na barriga, ela tava difícil de sair, por conta do tamanho, conseguiu inclusive, rasgar um pouco o corte feito.

Às 9h44, nossas vidas ganharam mais cor e luz!!! Assim que saiu, a equipe inteira só falava no tamanho dela, que ganhou o apelido de mini buda e budinha, pelo tamanho, dobrinhas e posição que nasceu. Meu coração aliviou no momento em que a vi, ainda nas mãos da obstetra. Fiz a opção certa! Todos falaram que, pelo tamanho do tronco, a chance do ombrinho dela deslocar no PN, eram bem grandes! Ela foi fazer os primeiros cuidados, com o pai acompanhando tudo e, quando voltou, ficamos sabendo que o peso dela era 400g maior, que a ultra do dia anterior! Eram 4,125 kg de muita gostosura!
Foi nesse momento, que a vi pertinho de mim!!! O coração transborda de um jeito, que é inexplicável. Aquele serzinho, antes só seu, agora, não só pertencia ao mundo, como passou a ser o nosso mundo!!!

Fui pro quarto morrendo de sono e ela ainda ficou no berço aquecido. Marido ficou o tempo todo com ela, como havíamos combinado. Quando ela foi pro quarto, eu estava bem sonolenta, então nem lembrei de pedir pra amamentar, nem me ofereceram essa opção. Erro terrível, já que ela podia ter aprendido logo ali, e meu estresse nos outros dias poderia ter sido minimizado. Ela passou o dia inteiro dormindo e, eu também!!! Como ela nasceu gordinha, foi preciso ficar medindo a glicemia dela de 6 em 6h. Até ter alta, ela ficou levando essas picadas no pezinho. 

 Primeiro Look...
Primeiro Colo...
Fiquei com uma sonda até o final da tarde, quando foram me dar banho. No banho, tive uma queda de pressão brusca (8 por 5), com alguns apagões, que precisaram me carregar até a cama. Com isso, marido assumiu completamente os cuidados com ela, durante toda a estadia no hospital, desde colo, colocar pra dormir, até todas as trocas e higiene do umbigo.




Foram 5 dias de internação. Analu só teve alta na quinta, porque ainda não estava amamentando direito. Amanhã venho contar como foram os dias na maternidade!

Beijossss